Manter uma operação com múltiplas filiais conectadas é um desafio para empresas de médio e grande porte. Para garantir acesso estável e desempenho local, muitos gestores acabam optando por contratar provedores diferentes para cada unidade. Embora pareça uma boa estratégia a princípio, na prática essa abordagem fragmentada consome tempo, dinheiro e energia da equipe de TI. Vários links diferentes de internet acabam fazendo a empresa gastar mais e se prejudicar com o suporte.
A realidade é que gerenciar diversos contratos, diferentes níveis de suporte, instabilidades isoladas e cobranças descentralizadas onera o orçamento da empresa e compromete a eficiência operacional. Nesse caso, a empresa acaba com um emaranhado de links e responsabilidades que prejudica a gestão e impacta na experiência dos usuários.
O custo invisível da descentralização dos links
Quando cada filial utiliza um provedor de internet diferente, a complexidade administrativa cresce consideravelmente. A equipe precisa lidar com diversos contratos, diferentes canais de atendimento, distintos prazos de renovação e, muitas vezes, níveis de serviço incompatíveis com as necessidades da empresa.
Além disso, os custos com internet se tornam menos previsíveis. Tarifas diferentes, cobrança de serviços extras e reajustes não padronizados dificultam o controle orçamentário e a negociação com os fornecedores. Na falta de um padrão, a comparação entre o que se paga e o que se recebe em qualidade se torna inviável.
A dificuldade para diagnosticar falhas é outro problema recorrente. Se um link cai, a equipe local depende do suporte do provedor, que nem sempre oferece um SLA adequado. E quando há instabilidades recorrentes, identificar se o problema está na rede interna, no link ou no equipamento leva tempo e impacta na produtividade.
Impactos operacionais e estratégicos no longo prazo
Os impactos não são apenas operacionais, mas também estratégicos para a organização. Em um ambiente corporativo moderno, onde aplicações em nuvem, videoconferências e sistemas ERP são vitais, contar com uma rede instável e fragmentada afeta os resultados.
A performance dos sistemas varia entre as filiais, gerando reclamações internas, prejudicando a padronização de treinamentos e aumentando os chamados técnicos. Muitas vezes, a empresa investe em softwares potentes, mas não consegue utilizá-los na sua plenitude por limitações de conectividade.
A segurança é outro ponto crítico. Provedores diferentes significam políticas de rede diferentes, o que aumenta a superfície de risco. Monitorar acessos, aplicar políticas unificadas de firewall e garantir compliance se torna um desafio — principalmente para empresas sujeitas a auditorias e regulações.
No longo prazo, essa estrutura altamente fragmentada limita a escalabilidade do negócio. Abrir uma nova unidade implica todo um novo processo de contratação e integração, o que atrasa o crescimento e aumenta o custo de expansão.
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Centralizar a conectividade: um caminho mais inteligente
Felizmente, hoje já existem soluções que permitem centralizar e otimizar a conectividade de todas as filiais, sem depender de um único provedor e sem abrir mão da redundância. O SD-WAN, por exemplo, é uma tecnologia que permite agrupar múltiplos links e gerenciá-los de forma centralizada e inteligente.
Com uma arquitetura baseada em software, o SD-WAN identifica o melhor caminho para cada tipo de tráfego e redireciona automaticamente os dados em caso de falhas em um dos links. Isso garante continuidade operacional, experiência consistente e maior controle.
Além disso, sua empresa passa a gerir a rede de forma unificada. A equipe de TI consegue visualizar, monitorar e intervir em todos os pontos da rede a partir de um único painel. Isso elimina a necessidade de lidar com múltiplos fornecedores e permite um processo de tomada de decisão mais rápido e assertivo.
A possibilidade de aplicar políticas de segurança, qualidade de serviço (QoS) e priorização de tráfego de forma padronizada é outro benefício muito importante. Assim, todas as unidades conseguem operar com os mesmos critérios técnicos, e a empresa entrega uma performance alinhada.
Reduzir custos sem perder performance
Um dos grandes mitos que rondam a gestão de rede é a ideia de que as soluções mais modernas são sempre mais caras. No caso do SD-WAN, o caminho é justamente o oposto: ao permitir o uso combinado de links de internet convencionais com conexões mais robustas, a empresa consegue substituir parte dos circuitos caros de MPLS por operações mais econômicas e com boa performance.
Com a centralização da gestão e maior visibilidade em tempo real, também é possível identificar desperdícios, subutilização e necessidade de upgrade. Com isso, o orçamento de TI se torna direcionado e eficiente, baseado em informações e dados concretos.
Outro ponto de economia a ser mencionado é o suporte técnico. Com menos falhas, mais autonomia local e um ambiente padronizado, o número de chamados cai significativamente. A equipe se dedica menos a apagar incêndios e mais à inovação e melhoria contínua.
Se a sua empresa ainda opera com múltiplos links independentes e contratos descentralizados, talvez seja o momento de repensar essa estrutura. O modelo atual pode estar comprometendo a produtividade, dificultando a gestão e consumindo recursos que poderiam ser investidos em inovação.
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